Para trocar de pele e chegar a uma consciência em que “We”, “Our” e “Us” são naturais – 5
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(Continuação da última vez)
A resposta a “por que as pessoas têm impressões diferentes sobre uma mesma pessoa?”
Vou falar primeiro da resposta.
É “porque a lição de casa da alma de cada um é infinitamente variada”.
Por que isso tem a ver com os outros?
Porque as pessoas veem, projetada nos outros, uma avaliação parcial de si mesmas.
Isso aparece de forma marcante, entre as coisas sentidas pelos cinco sentidos, sobretudo na visão e na audição.
Por isso, parecendo julgar o outro, na verdade a pessoa está ensinando a si mesma a inclinação dos próprios pensamentos.
Só se percebe esse fato “no fim de uma longa viagem de desregramento”, depois de passar por várias reencarnações e acumular várias experiências.
Vou mastigar quantas vezes for preciso até vocês engolirem: os pensamentos que se sentem em relação aos outros são, sem uma única exceção, uma avaliação parcial de si mesmo.
Aqui, quero que prestem atenção especial à palavra “parcial”.
Mastiguem com calma, levando tempo, o que significa a expressão “uma avaliação parcial de si mesmo”.
Isso, isso mesmo: quando se está num estado de consciência que faz dormir a divindade que existe na vida desde o início, não se vê a imagem inteira e tende-se a ver uma parte e confundi-la com o todo.
É como uma formiga que vê só o rabo de um elefante e pensa que aquilo é o elefante inteiro.
Bem, pode-se dizer que isso é uma armadilha em que a Humanidade Cósmica cai com facilidade no andamento do “programa de desenvolvimento planetário”, em que “num novo planeta para onde se transferiu a partir de uma estrela que já terminou de desbravar os mundos de vibrações sutis (uma estrela evoluída), vai-se desbravando ali os mundos de vibrações grosseiras enquanto se cria, no mundo daquela estrela, céus e terras de grande harmonia”.
Vendo isso por um lado totalmente diferente, quer dizer que a situação em que as pessoas que se transferiram de outra estrela para aquele planeta esquecem temporariamente o fato de que eram, originalmente, existências sagradas era, na verdade, um programa previsto, inscrito no DNA pela consciência da criação do universo (a fonte da vida).
Por isso a Grande Vida do universo, o grande pai da vida, colocou dentro da alma de cada pessoa da humanidade a atuação de proteção exterior dos Espíritos Guardiões e das Divindades Guardiãs.

Vamos treinar a visão do todo antes que o fogo chegue aos calcanhares
A conversa se desviou. Voltando ao assunto.
Como fazer para conseguir olhar do alto, como a vista de um pássaro, a consciência que vê uma parte e pensa que é o todo?
Isso vai se tornar um desafio urgente comum à humanidade da Terra daqui em diante.
Porque o mundo está mudando para um mundo em que viver manifestando a divindade fica cada vez mais importante.
Já há pessoas e regiões em que isso acontece.
As pessoas que passaram pela experiência do fogo chegando aos calcanhares ainda são poucas no todo, mas daqui em diante muitas pessoas vão perceber, por algum motivo.
Na verdade, é melhor, antes que se chegue à situação do fogo nos calcanhares, treinar de antemão viver consciente da essência da vida.
Vamos, vamos entrar no assunto principal.
Para adquirir uma visão que olha do alto, é bom treinar tomar consciência de que, quando você vê um lado, existe também o você do lado oposto.
Por exemplo, se encontrar um você que não perdoa a si mesmo, encontre também o você que não é perdoado por você, e abrace os dois.
Se vir o você que não é amado por você, tome consciência ao mesmo tempo de que existe o você que não ama a si mesmo, e é bom abraçar os dois.
Dentro de qualquer pessoa há um eu agressor e um eu vítima.
Esse fato é justamente a causa fundamental de o modo de ser de todos os seres vivos no mundo da Terra ter passado a funcionar pela lei do mais forte. (Continua na próxima vez)







