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O Caminho para Viver como Humanidade Divina

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Como largar as memórias e abrir o futuro – 2

Publicado em Atualizado em

(Continuação da última vez)

As memórias não têm culpa

Há pouco eu falei em “abrir o futuro sem ser atrapalhado pelas memórias”, mas, pela honra das memórias, digo: quem fica grudado nas memórias e não se solta é o “eu que você acha que é você”; para dizer a verdade, as próprias memórias não têm culpa nenhuma.

Talvez você pense “que conversa estranha é essa?”, mas a memória é uma parte das funções do corpo físico e é algo que se deve ver claramente separado da consciência da vida, que é o corpo verdadeiro do ser humano.

Para reconhecer isso com clareza, é bom desvendar a relação entre a memória e o cérebro.

Para isso, primeiro, quero que você leia o texto a seguir e capte as linhas gerais.

A sinapse é uma estrutura de contato para a transmissão de informação, desenvolvida entre o lado que emite a informação nervosa e o lado que a recebe. A estrutura mais básica é aquela em que a terminação do axônio da célula pré-sináptica toca um dendrito da célula pós-sináptica. As sinapses dividem-se, em linhas gerais, em sinapses químicas (chemical synapse) e sinapses elétricas (electrical synapse); a célula do lado que emite chama-se célula pré-sináptica, e a célula do lado que recebe, célula pós-sináptica. Nas sinapses químicas, que ocupam muitas das sinapses do sistema nervoso central, com a chegada de um potencial de ação, abrem-se, no terminal pré-sináptico, os canais de cálcio dependentes de voltagem; em consequência, entra cálcio, o que provoca, nas vesículas sinápticas, a exocitose. Em consequência, os neurotransmissores contidos nas vesículas sinápticas são liberados na fenda sináptica. Os neurotransmissores ligam-se, no terminal pós-sináptico, aos receptores de neurotransmissores e realizam a transmissão alterando diretamente o potencial de membrana ou ativando segundos mensageiros intracelulares. As sinapses químicas subdividem-se em sinapses excitatórias e sinapses inibitórias. Já a sinapse elétrica é uma estrutura que transmite diretamente à célula nervosa seguinte as variações do potencial de membrana através de junções comunicantes na membrana de contato. Os potenciais sinápticos recebidos assim chegam ao corpo celular, são integrados no cone de implantação do axônio e, por fim, decide-se se a célula pós-sináptica vai disparar ou não. Essa interação de influências chama-se integração neural. Além disso, a eficiência da transmissão sináptica não é necessariamente constante e muda conforme a intensidade da entrada. Isso se chama plasticidade sináptica e considera-se que é o mecanismo celular da aprendizagem e da memória.

RIKEN, Instituto de Ciência do Cérebro (instituição administrativa independente)

As memórias não passam de dados baseados na experiência

Conforme a forma como as sinapses se ligam dentro do cérebro, por um mecanismo como o desse texto, as pessoas passam a ter uma natureza positiva ou uma personalidade voltada para trás.

Como a nossa intenção não é dar uma aula de conhecimentos médicos especializados, vou voltar ao fio principal, “largar as memórias e abrir o futuro”; o muito importante para entender isto é que “a memória, por natureza, não passa de dados baseados na experiência”.

Desde a época em que confundiu esses “simples dados” com a “própria consciência”, o ser humano esqueceu a divindade que todos tinham desde o início.

Assim, a cada geração, os seres humanos da Terra até agora foram trancando a si mesmos numa prisão das memórias do corpo físico da qual não se consegue sair.

(Continua na próxima vez)

 

O Caminho para Viver como Humanidade Divina

As mensagens deste blog, reorganizadas por tema em uma série de livros.
A série será publicada volume a volume.

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