Para se formar nos enganos em que as pessoas de bem caem com facilidade – 2
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(Continuação da última vez)
Vamos abrir uma brecha no temperamento de “pequeno bom”
Isso se chama “pequeno bom”.
O pequeno bom, quando algo não combina com o seu jeito, tende, como reflexo condicionado, a reagir contra, a lançar um olhar crítico ou, para se proteger, a ficar agressivo sem querer.
Deve haver quem se reconheça nisso e quem não se reconheça, mas quanto mais séria é a pessoa, mais o coração tende a ficar apertado sem querer.
Mas, mesmo que você seja assim, não há problema.
Porque, no momento em que entrou em contato com esta conversa, já se abriu uma brecha no temperamento de pequeno bom, e o que resta é só a diferença de tempo até ele desaparecer.
Você mesmo já está percorrendo em linha reta o caminho da elevação dimensional, embarcado na grande corrente da evolução da consciência; por isso, não fique remexendo em pequenos defeitos, como quem arranca a casquinha e piora a ferida: simplesmente viva com serenidade.
Olhando com essa consciência toda a superfície da Terra, todos, sem exceção, vivem pensando “para mim, assim está bom”, não é?
No meio disso, há quem consiga viver em harmonia com quem está ao redor e há quem, a cada ocasião, crie inimigos e repita choques.
Especialmente as pessoas muito sérias, que detestam o que é torto, têm essa tendência.
Num mundo com todo tipo de gente, as pessoas de temperamento muito sério têm o lado de ser uma força que conduz a sociedade para o bem, mas esse trabalho, embora se acumule como virtude no templo do coração, não pode ser uma força que promove a evolução da consciência da própria pessoa.

Vamos saber usar a reflexão de um instante
O que promove a evolução da consciência é a decisão (a resolução interior) da própria pessoa, que pensa “vou me mudar”, “vou mudar”, “vou mesmo mudar”, “vou conseguir mudar”, “vou tomar uma atitude para isso”.
É justamente havendo primeiro essa resolução positiva e forte que se pode, em seguida, tomar ações para mudar a si mesmo, e, desde que se faça isso, aos poucos, a pessoa muda de fato.
O importante nessa hora é não ficar remexendo, como quem procura pelo em ovo, nas próprias características que parecem defeitos ou pontos fracos.
No lugar disso, procurar desenvolver os pontos fortes e as qualidades e manifestar os próprios pensamentos, palavras e ações ajustando-os assim é justamente o modo de fazer que é o atalho da evolução da consciência.
É claro que o coração que reflete é importante.
Mas não é preciso ficar para sempre remoendo “errei, errei, errei…”.
O coração que reflete existe para virar a consciência num instante, “errei. Certo, vou corrigir”, e fazer a si mesmo crescer.
Fazer isso é justamente a força motriz para chegar à visão de pássaro.
Os seres humanos físicos até agora agarravam as memórias e, ao contrário, eram engolidos por elas, impedindo o próprio crescimento, a evolução da consciência; mas essa repetição também acabou.
O você de daqui em diante pode usar plenamente a “reflexão de um instante”, que é a força motriz da evolução da consciência, e fazer a própria alma crescer.
Seja qual for o hábito de pensamento negativo que apareça na mente, basta deixá-lo passar sem ir provocá-lo e se enroscar nele.
Porque o mais importante para o ser humano é deixar de se prender a qualquer coisa.
(Fim)






