“Pensamento de fato” e “pensamento de impressão”
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Hoje, vamos aprofundar um pouco a reflexão sobre o modo de pensar do ser humano.
Suponha que chamemos de “pensamento de fato” o pensamento enraizado na divindade.
Então, o outro tipo de pensamento pode ser chamado de “pensamento de impressão”, que acredita piamente que o corpo físico é que é o eu.
O segundo se caracteriza por construir a própria prisão da subjetividade e entrar nela.
Pode-se dizer que é um padrão de pensamento que, lá dentro, cria ilusões movidas por emoções e pensamentos e fica mergulhado nelas.
A pessoa que pensa desse jeito, por mais que avance, acaba vendo os fatos distorcidos.
Decide tudo a partir de “eu acho assim” ou “eu sinto assim”.
Por isso, sempre há um filtro subjetivo, e ela custa a conseguir captar as coisas na sua essência.
A pessoa capaz de um “pensamento de fato” enraizado na divindade se caracteriza por olhar as coisas percebidas pelos cinco sentidos sem misturar a subjetividade das emoções e pensamentos.
Por isso, por mais que desenvolva o pensamento, ele é um acúmulo de fatos e nada além disso.
Observando só os fatos, com calma, dá para entender como as coisas vão mudar, conforme o que acontecer, não é?
Então, fica claro que tipo de transformação é necessária, e o que deve ser deixado para trás, tanto no destino de cada pessoa quanto no destino da humanidade.
Nas estrelas de civilização mais avançada que a Terra, esse pensamento racional é algo natural, e as pessoas não caem em estados de oposição baseados nas emoções.
Olhe as pessoas da Terra.
Muitas pessoas são o contrário disso, não é?
É por isso que os desencontros e as oposições não acabam, não é?
Tudo isso é o instinto de autopreservação de quem esqueceu completamente a divindade.
Também se pode dizer que é uma reação de defesa enraizada no corpo físico.

Agora, na Terra, o protecionismo está em ascensão, e há um lado em que cada país e cada pessoa vive na defensiva, pensando: “Eu-mesmo-tenho-que-me-proteger”.
Mas nem isso deve ser cortado de um só golpe com valores de bom ou mau.
Tudo é o processo que leva à grande harmonia, é só a figura de quem percorre a passagem necessária.
O que é realmente necessário agora?
A resposta está no fundo da alma de todos.
Captar isso com uma razão livre das emoções é o “pensamento de fato”.
No começo, eu disse que o “pensamento de fato” é o pensamento enraizado na divindade, não disse?
É justamente nisso que se deve prestar atenção.
Isso é a consciência do próprio universo, que dá vida a tudo e continua fazendo tudo crescer até agora.
É o próprio coração do amor gratuito, que ama tudo incondicionalmente.
É a consciência que é mãe e pai do universo.
A pessoa cuja consciência está de pé sobre esse eixo de coordenadas da divindade olha tudo com naturalidade, sem ficar na defensiva pensando “tenho que fazer assim”.
Comparando o mundo de uma estrela a uma galáxia, pode-se dizer que essa pessoa mantém o modo de viver não de um planeta que recebe luz, mas de uma estrela que dá luz.
Porque ela só dá nutrição ao redor e nunca se autoafirma.
Talvez não seja fácil manter esse modo de viver numa Terra cheia de autoafirmação.
Mas, se você conseguir manter um modo de viver que é o próprio amor gratuito, no mundo da Terra, onde o bem e o mal estão misturados, o mundo vai mudar a partir de você.
Com absoluta certeza.
A força que abre um destino em grande harmonia está dentro da divindade.
A força do pensamento que não é assim cria inimigos, provoca reações de defesa sem parar, e não há momento para o espírito descansar.
Como você define a si mesmo?
Com base em que você pensa as coisas?
Vamos olhar justamente isso com firmeza e ir lembrando da figura que devemos ter.







